| Etimologia |
(JPM): Inês¹, f. Do gr. Hagnés (do adj. hagne, «pura, santa, casta»), pelo lat. Agnes (houve perda de aspiração¹). Ver Agnés. O nome ve vulgarizou-se graças ao culto de Santa Inês, virgem romana, martirizada em 303; a Igreja comemora-a a 21-I; no séc. XV: «e ella soplicou com omildade a samta Ynes...», F. Men. I, p. 338 (ver também p. 45). Entre nós para reforçar o uso moderno deste antr. deve ter contribuído a popularidade de Inês de Castro², morta em 7-I-1355. Note-se, porém, que por cá já era conhecido antes desta data (a própria Inês de Castro prova a utilização do antr. no ocidente da Hispânia na primeira metade do séc. XIV); assim em Script. temos: Eines na p. 184; Enes nas 224 e 260; Inés na 320; ver também F. L., F., cap. 156, p. 434; em 1385 (Desc., I, S., p. 425); F. Men., I, pp. 308, 327 e 344. Esta cronologia faz-nos não aceitar a possibilidade de o nome nos ter chegado pelo it. (Antr., p. 46), tanto mais que neste idioma é Agnese. Por vezes ocorrem as grafias Ignés e Ignez (Tel., s.v. Ayash; D.N. de 13-III-1978, p. 13, e de 13-VI-1978, p. 9). |